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Arte · 2ª Série EM

Ideias de aprendizagem ativa

Arte e Objetos Cotidianos: Ressignificação

Atividades práticas são fundamentais nesse tópico porque a ressignificação de objetos cotidianos exige que os alunos experimentem diretamente a transformação do comum em arte. Quando os estudantes manipulam instruções, documentos e objetos, eles compreendem melhor como a arte contemporânea desafia convenções e valores mercadológicos, tornando o aprendizado mais concreto e significativo.

Habilidades BNCCEF69AR05EF69AR06
30–50 minDuplas → Turma toda3 atividades

Atividade 01

Círculo de Investigação50 min · Pequenos grupos

Círculo de Investigação: O Protocolo de Instruções

Em pequenos grupos, os alunos recebem instruções escritas de artistas conceituais (como Sol LeWitt ou Yoko Ono) e devem executá-las usando apenas materiais simples ou o próprio corpo. Após a execução, o grupo debate se a arte estava no papel com a instrução ou na ação realizada.

Analise como um objeto comum pode se tornar uma obra de arte ao ser retirado de seu contexto original.

Dica de FacilitaçãoDurante a atividade 'O Protocolo de Instruções', peça que os grupos leiam suas instruções em voz alta antes de executar, garantindo que todos entendam o processo de ressignificação proposto.

O que observarEntregue aos alunos uma imagem de uma obra de arte contemporânea que utiliza objetos cotidianos. Peça que respondam em uma frase: Qual objeto foi ressignificado e qual novo significado ele parece ter adquirido na obra?

AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
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Atividade 02

Pensar-Compartilhar-Trocar: O Valor do Invisível

O professor apresenta uma obra imaterial (como uma performance ou um certificado de venda de ar). Individualmente, os alunos atribuem um valor simbólico e justificam: em seguida, discutem em duplas e compartilham com a turma se a ausência de objeto diminui o impacto da obra.

Diferencie a função utilitária de um objeto de seu potencial expressivo na arte.

Dica de FacilitaçãoNo 'Think-Pair-Share: O Valor do Invisível', circule entre os pares para ouvir as discussões e intervir com perguntas como: 'O que torna essa ideia valiosa para vocês?'.

O que observarApresente um objeto comum (ex: uma colher, um tijolo) e pergunte: 'Como poderíamos transformar este objeto em uma obra de arte? Quais novos significados ele poderia ter fora de sua função original?' Incentive a troca de ideias e a justificativa das propostas.

CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaHabilidades de Relacionamento
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Atividade 03

Caminhada pela Galeria45 min · Turma toda

Caminhada pela Galeria: Exposição de Ideias

Os alunos criam cartões com propostas de obras que nunca serão executadas fisicamente. Os cartões são espalhados pela sala e a turma caminha pelo espaço, deixando comentários escritos sobre as sensações e imagens mentais que cada proposta evoca.

Crie uma obra de arte utilizando objetos do cotidiano e explique os novos significados atribuídos.

Dica de FacilitaçãoNa 'Galeria Walk: Exposição de Ideias', oriente os alunos a anotarem em post-its suas impressões sobre cada proposta, criando um diálogo escrito entre as obras.

O que observarDurante a exploração de exemplos de artistas, pause e pergunte: 'Qual era a função original deste objeto antes de ser usado na arte? Como a mudança de contexto alterou sua percepção?' Observe a participação e as respostas para verificar a compreensão.

CompreenderAplicarAnalisarCriarHabilidades de RelacionamentoConsciência Social
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Templates

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Algumas notas sobre ensinar esta unidade

Comece com exemplos visuais de artistas brasileiros como Lygia Clark e Hélio Oiticica, que usaram objetos cotidianos para explorar novas formas de interação. Evite focar apenas na estética tradicional, priorizando discussões sobre intenção, contexto e a relação entre arte e vida. Pesquisas mostram que o uso de obras efêmeras e instrucionais ajuda os alunos a compreenderem que a arte não precisa ser permanente para ser significativa.

Os alunos demonstram sucesso quando conseguem explicar como um objeto ou ideia pode ser ressignificado artisticamente, reconhecendo o papel do contexto e da intenção na definição de uma obra. Eles devem participar ativamente das discussões, apresentar propostas criativas e justificar suas escolhas com base em referências artísticas e conceituais.


Cuidado com estes equívocos

  • Durante a atividade 'O Protocolo de Instruções', alguns alunos podem dizer que a arte conceitual é 'preguiça' do artista por não envolver técnicas tradicionais de pintura ou escultura.

    Use as instruções escritas pelos grupos para mostrar como cada etapa exige planejamento, clareza de linguagem e precisão na execução. Peça que eles comparem o tempo gasto na elaboração da instrução com o tempo que gastariam em uma obra tradicional.

  • Durante a 'Galeria Walk: Exposição de Ideias', alunos podem afirmar que 'se não há objeto, não há nada para ser apreciado'.

    Solicite que eles observem as anotações em post-its e identifiquem como as ideias escritas ou desenhadas preenchem o espaço expositivo. Pergunte: 'O que vocês estão vendo aqui que não é físico, mas é parte da obra?'


Metodologias usadas neste resumo