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Arte e Objetos Cotidianos: RessignificaçãoAtividades e Estratégias de Ensino

Atividades práticas são fundamentais nesse tópico porque a ressignificação de objetos cotidianos exige que os alunos experimentem diretamente a transformação do comum em arte. Quando os estudantes manipulam instruções, documentos e objetos, eles compreendem melhor como a arte contemporânea desafia convenções e valores mercadológicos, tornando o aprendizado mais concreto e significativo.

2ª Série EMArte3 atividades30 min50 min

Objetivos de Aprendizagem

  1. 1Analisar como a retirada de um objeto de seu contexto original altera sua percepção e significado.
  2. 2Comparar a função utilitária de objetos cotidianos com seu potencial expressivo em criações artísticas.
  3. 3Criar uma obra de arte utilizando objetos do cotidiano, justificando os novos significados atribuídos.
  4. 4Explicar o conceito de ressignificação aplicado a objetos comuns na arte contemporânea.

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50 min·Pequenos grupos

Círculo de Investigação: O Protocolo de Instruções

Em pequenos grupos, os alunos recebem instruções escritas de artistas conceituais (como Sol LeWitt ou Yoko Ono) e devem executá-las usando apenas materiais simples ou o próprio corpo. Após a execução, o grupo debate se a arte estava no papel com a instrução ou na ação realizada.

Preparação e detalhes

Analise como um objeto comum pode se tornar uma obra de arte ao ser retirado de seu contexto original.

Dica de Facilitação: Durante a atividade 'O Protocolo de Instruções', peça que os grupos leiam suas instruções em voz alta antes de executar, garantindo que todos entendam o processo de ressignificação proposto.

Setup: Grupos em mesas com acesso a materiais de pesquisa

Materials: Coleção de materiais de pesquisa, Ficha do ciclo de investigação, Protocolo de geração de perguntas, Modelo de apresentação de descobertas

AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
30 min·Duplas

Pensar-Compartilhar-Trocar: O Valor do Invisível

O professor apresenta uma obra imaterial (como uma performance ou um certificado de venda de ar). Individualmente, os alunos atribuem um valor simbólico e justificam: em seguida, discutem em duplas e compartilham com a turma se a ausência de objeto diminui o impacto da obra.

Preparação e detalhes

Diferencie a função utilitária de um objeto de seu potencial expressivo na arte.

Dica de Facilitação: No 'Think-Pair-Share: O Valor do Invisível', circule entre os pares para ouvir as discussões e intervir com perguntas como: 'O que torna essa ideia valiosa para vocês?'.

Setup: Disposição padrão da sala; alunos se viram para um colega ao lado

Materials: Tema para discussão (projetado ou impresso), Opcional: folha de registro para duplas

CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaHabilidades de Relacionamento
45 min·Turma toda

Caminhada pela Galeria: Exposição de Ideias

Os alunos criam cartões com propostas de obras que nunca serão executadas fisicamente. Os cartões são espalhados pela sala e a turma caminha pelo espaço, deixando comentários escritos sobre as sensações e imagens mentais que cada proposta evoca.

Preparação e detalhes

Crie uma obra de arte utilizando objetos do cotidiano e explique os novos significados atribuídos.

Dica de Facilitação: Na 'Galeria Walk: Exposição de Ideias', oriente os alunos a anotarem em post-its suas impressões sobre cada proposta, criando um diálogo escrito entre as obras.

Setup: Espaço nas paredes ou mesas dispostas ao redor do perímetro da sala

Materials: Papel grande ou cartolinas, Canetinhas, Post-its para feedback

CompreenderAplicarAnalisarCriarHabilidades de RelacionamentoConsciência Social

Ensinando Este Tópico

Comece com exemplos visuais de artistas brasileiros como Lygia Clark e Hélio Oiticica, que usaram objetos cotidianos para explorar novas formas de interação. Evite focar apenas na estética tradicional, priorizando discussões sobre intenção, contexto e a relação entre arte e vida. Pesquisas mostram que o uso de obras efêmeras e instrucionais ajuda os alunos a compreenderem que a arte não precisa ser permanente para ser significativa.

O Que Esperar

Os alunos demonstram sucesso quando conseguem explicar como um objeto ou ideia pode ser ressignificado artisticamente, reconhecendo o papel do contexto e da intenção na definição de uma obra. Eles devem participar ativamente das discussões, apresentar propostas criativas e justificar suas escolhas com base em referências artísticas e conceituais.

Essas atividades são um ponto de partida. A missão completa é a experiência.

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Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumDurante a atividade 'O Protocolo de Instruções', alguns alunos podem dizer que a arte conceitual é 'preguiça' do artista por não envolver técnicas tradicionais de pintura ou escultura.

O que ensinar em vez disso

Use as instruções escritas pelos grupos para mostrar como cada etapa exige planejamento, clareza de linguagem e precisão na execução. Peça que eles comparem o tempo gasto na elaboração da instrução com o tempo que gastariam em uma obra tradicional.

Equívoco comumDurante a 'Galeria Walk: Exposição de Ideias', alunos podem afirmar que 'se não há objeto, não há nada para ser apreciado'.

O que ensinar em vez disso

Solicite que eles observem as anotações em post-its e identifiquem como as ideias escritas ou desenhadas preenchem o espaço expositivo. Pergunte: 'O que vocês estão vendo aqui que não é físico, mas é parte da obra?'

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Após a 'Galeria Walk: Exposição de Ideias', entregue uma folha com a imagem de uma obra de arte contemporânea que ressignifica um objeto cotidiano. Peça que os alunos respondam em uma frase qual objeto foi transformado e qual novo significado ele adquiriu na obra.

Pergunta para Discussão

Durante o 'Think-Pair-Share: O Valor do Invisível', apresente um objeto comum como uma colher ou um tijolo e pergunte: 'Como poderíamos transformar este objeto em uma obra de arte? Quais novos significados ele poderia ter fora de sua função original?' Circule pela sala para ouvir as justificativas e observe a profundidade das respostas.

Verificação Rápida

Durante a 'Collaborative Investigation: O Protocolo de Instruções', pause após a execução de uma instrução e pergunte: 'Qual era a função original do objeto antes de ser usado na arte? Como a mudança de contexto alterou sua percepção?' Anote as respostas para verificar se os alunos compreendem a ressignificação.

Extensões e Apoio

  • Peça que os alunos criem uma obra efêmera usando instruções para outro colega executar, desafiando-os a pensar em limitações e possibilidades criativas.
  • Para quem precisa de apoio, forneça uma lista de objetos cotidianos com possíveis ressignificações artísticas já exemplificadas, incentivando a adaptação dessas ideias.
  • Sugira uma pesquisa sobre artistas contemporâneos que trabalham com desmaterialização e peça que apresentem como esses artistas comunicam suas ideias sem objetos tangíveis.

Vocabulário-Chave

RessignificaçãoProcesso de atribuir novos significados ou funções a algo que já possuía um sentido estabelecido, como um objeto comum transformado em arte.
Objeto CotidianoQualquer item de uso comum no dia a dia, como utensílios domésticos, ferramentas ou materiais descartados, que pode ser incorporado à criação artística.
Contexto OriginalO ambiente, a função e o significado pré-existentes de um objeto em seu uso habitual, antes de ser deslocado para o contexto artístico.
Potencial ExpressivoA capacidade de um objeto, mesmo sendo utilitário, de evocar emoções, ideias ou transmitir mensagens quando utilizado ou apresentado como elemento artístico.

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