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Língua Portuguesa · 3ª Série EM

Ideias de aprendizagem ativa

Fases do Modernismo: Poesia e Prosa

O estudo das fases do Modernismo exige que os alunos percebam como a literatura brasileira se reinventou ao longo do tempo, rompendo com padrões acadêmicos e construindo uma identidade própria. A aprendizagem ativa funciona porque permite que os estudantes manipulem materiais, comparem textos e construam significados coletivamente, transformando conceitos abstratos em experiências concretas e memoráveis.

Habilidades BNCCEM13LGG601EM13LGG603
30–50 minDuplas → Turma toda4 atividades

Atividade 01

Quatro Cantos50 min · Pequenos grupos

Rotação de Estações: Fases Modernistas

Monte três estações: uma para poesia da 1ª fase (leitura de poemas de Oswald), outra para prosa da 2ª fase (trechos de Vidas Secas) e a terceira para evolução da identidade (comparações visuais). Grupos rotacionam a cada 10 minutos, anotando temas e formas. Finalize com síntese coletiva.

Diferencie a poesia da primeira fase modernista da poesia da segunda fase em termos de temas e formas.

Dica de FacilitaçãoNa Análise Individual, distribua trechos curtos de obras representativas e oriente os alunos a destacarem elementos de brasilidade e inovação linguística com cores diferentes.

O que observarDivida a turma em grupos e apresente trechos de poemas da primeira e segunda fase. Peça aos grupos que identifiquem e listem as diferenças em termos de temas (ex: nacionalismo ufanista vs. crítica social) e formas (ex: verso livre vs. métrica mais tradicional). Cada grupo compartilha suas descobertas.

CompreenderAnalisarAvaliarAutoconsciênciaConsciência Social
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Atividade 02

Quatro Cantos40 min · Duplas

Debate em Pares: Poesia Fase 1 x Fase 2

Pares recebem poemas de Mário de Andrade e Drummond; um defende temas heroicos, o outro sociais. Preparam argumentos por 10 minutos, debatem por 15 e registram diferenças em tabela. Compartilhe destaques em plenária.

Como a prosa modernista da primeira fase buscou romper com o academicismo?

O que observarEntregue a cada aluno um pequeno pedaço de papel. Solicite que escrevam uma frase explicando como a prosa da primeira fase do Modernismo buscou se diferenciar da literatura anterior e um exemplo de obra ou autor que exemplifique essa ruptura.

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Atividade 03

Quatro Cantos45 min · Pequenos grupos

Linha do Tempo Colaborativa: Prosa Modernista

Em sala, desenhe uma linha do tempo no quadro. Grupos adicionam cartões com eventos, autores e inovações da prosa (ex.: ruptura com academicismo em Macunaíma). Discuta evoluções e reposicione conforme debate.

Analise a evolução da representação da identidade brasileira ao longo das fases do Modernismo.

O que observarProjete uma imagem representativa da identidade brasileira (ex: uma obra de Tarsila do Amaral, uma paisagem típica). Pergunte aos alunos: 'Como essa imagem poderia ser representada na poesia da primeira fase modernista e como seria na segunda fase?' Peça respostas curtas e objetivas.

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Atividade 04

Quatro Cantos30 min · Individual

Análise Individual: Identidade Brasileira

Cada aluno seleciona um texto de fase diferente, identifica representações da identidade (ex.: herói sem caráter vs. sertanejo). Escreve parágrafo comparativo e compartilha em roda. Professor media conexões.

Diferencie a poesia da primeira fase modernista da poesia da segunda fase em termos de temas e formas.

O que observarDivida a turma em grupos e apresente trechos de poemas da primeira e segunda fase. Peça aos grupos que identifiquem e listem as diferenças em termos de temas (ex: nacionalismo ufanista vs. crítica social) e formas (ex: verso livre vs. métrica mais tradicional). Cada grupo compartilha suas descobertas.

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Algumas notas sobre ensinar esta unidade

Professores experientes sabem que o Modernismo não é apenas um tema histórico, mas uma oportunidade para desenvolver senso crítico e criatividade nos alunos. Evite aulas expositivas longas sobre as fases, pois os estudantes aprendem melhor quando interagem com os textos. Use a cultura pop e referências contemporâneas para aproximar o tema dos alunos, mas sempre ancore as discussões em fontes primárias. Pesquisas mostram que a comparação sistemática entre fases ajuda a fixar conceitos e a perceber a evolução literária como um processo, não como eventos isolados.

Ao final dessas atividades, os alunos serão capazes de distinguir as características de cada fase modernista, analisar poemas e prosas sob múltiplas perspectivas e aplicar essas compreensões em discussões e produções textuais. O sucesso será medido pela capacidade de argumentar com evidências literárias e pela precisão na identificação de rupturas e continuidades entre as fases.


Cuidado com estes equívocos

  • Durante a Rotação de Estações, os alunos podem pensar que 'O Modernismo resume-se à Semana de Arte Moderna de 1922'.

    Durante a Rotação de Estações, distribua uma linha do tempo em branco em cada estação e peça que preencham com marcos das fases seguintes, usando trechos de obras e imagens para evidenciar a continuidade do movimento.

  • Durante o Debate em Pares, alguns alunos podem afirmar que 'Todas as fases modernistas tratam temas semelhantes de brasilidade'.

    Durante o Debate em Pares, forneça aos alunos tabelas com colunas específicas para cada fase, onde eles devem listar exemplos de temas e compará-los sistematicamente antes de defenderem suas posições.

  • Durante a Linha do Tempo Colaborativa, é comum ouvir que 'A prosa da 1ª fase não rompeu com o academicismo'.

    Durante a Linha do Tempo Colaborativa, inclua na estação da 1ª fase trechos de Macunaíma com anotações que destaquem a oralidade, o hibridismo linguístico e as referências ao folclore, para que os alunos percebam as rupturas na prática.


Metodologias usadas neste resumo

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A Terceira Fase do Modernismo (1945–1980), também denominada Pós-45 ou Geração de 45, representa a maturidade e a consolidação do projeto modernista brasileiro. Na poesia, caracteriza-se pelo retorno à disciplina formal, ao rigor métrico e à contenção neoclássica, em reação ao experimentalismo irreverente das fases anteriores , tendo em João Cabral de Melo Neto seu maior representante. Na prosa, destaca-se a renovação da linguagem narrativa com profundidade psicológica e universalismo regionalista (Guimarães Rosa, Clarice Lispector). Importante: esta fase é a 3ª fase do Modernismo e não deve ser confundida com o Pós-Modernismo, fenômeno cultural distinto associado à fragmentação e à pluralidade estética do período pós-1960. A distinção é exigida pelo ENEM e pelos vestibulares, que adotam a periodização canônica em três fases.

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