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A Revolução de 1820: O Povo Quer MudarAtividades e Estratégias de Ensino

A Revolução de 1820 é um tema complexo que ganha vida quando os alunos se envolvem ativamente. Ao simular, debater e criar, os alunos internalizam melhor as causas e consequências do absolutismo e do liberalismo, compreendendo a importância da Constituição de 1822.

6° AnoPortugal no Contexto Europeu: Do Século XVIII ao Século XX4 atividades30 min45 min

Objetivos de Aprendizagem

  1. 1Identificar as principais causas do descontentamento popular em Portugal que levaram à Revolução de 1820.
  2. 2Explicar o conceito de Constituição e a sua função na limitação do poder real e na garantia de direitos.
  3. 3Comparar o sistema de governo absolutista com o sistema constitucional estabelecido pela Revolução de 1820.
  4. 4Analisar o impacto da Revolução de 1820 na formação da primeira Constituição portuguesa de 1822.

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45 min·Pequenos grupos

Simulação de Julgamento: Assembleia Constituinte

Divida a turma em grupos que representam militares, burgueses e populares. Cada grupo prepara argumentos para a nova Constituição e apresenta numa assembleia simulada. A classe vota num conjunto de artigos constitucionais simples.

Preparação e detalhes

Por que razão o povo português estava descontente em 1820?

Sugestão de Facilitação: Na Simulação: Assembleia Constituinte, assegure que cada grupo defende as suas propostas com base nos argumentos históricos, incentivando a negociação e o compromisso.

Setup: Secretárias reorganizadas de acordo com a disposição de um tribunal

Materials: Cartões de personagem/papéis, Dossiês de provas e evidências, Formulário de veredito para os juízes

AnalisarAvaliarCriarTomada de DecisãoConsciência Social

Linha do Tempo Colaborativa

Os alunos em pares pesquisam eventos chave de 1807 a 1822, como as Invasões Francesas e a revolta do Porto. Colam post-its numa linha do tempo coletiva na parede, discutindo causas do descontentamento. Finalizam com uma reflexão em plenário.

Preparação e detalhes

O que é uma Constituição e para que serve?

Sugestão de Facilitação: Durante a Linha do Tempo Colaborativa, circule pela sala para guiar os pares na identificação de eventos cruciais e na ligação entre eles, reforçando a cronologia.

Setup: Grupos organizados em mesas com os materiais do caso

Materials: Dossiê do estudo de caso (3 a 5 páginas), Ficha de análise estruturada, Modelo para a apresentação final

AnalisarAvaliarCriarTomada de DecisãoAutogestão
40 min·Turma inteira

Debate Formal: Absolutismo vs Liberalismo

Forme duas equipas para debater vantagens e desvantagens do absolutismo e do liberalismo. Forneça cartões com factos históricos. Cada equipa apresenta por 3 minutos, seguida de votação da turma.

Preparação e detalhes

Como é que a Revolução de 1820 mudou a forma de governar Portugal?

Sugestão de Facilitação: No Debate: Absolutismo vs Liberalismo, incentive os alunos a usar evidências históricas para suportar os seus argumentos e a responder diretamente aos pontos levantados pela equipa adversária.

Setup: Duas equipas frente a frente, com lugares para a audiência

Materials: Cartão com a moção do debate, Guião de investigação para cada lado, Rubrica de avaliação para a audiência, Cronómetro

AnalisarAvaliarCriarAutogestãoTomada de Decisão
35 min·Individual

Cartazes de Protesto

Individualmente, os alunos criam cartazes como se fossem do povo em 1820, destacando queixas específicas. Partilham em roda e classificam as mais impactantes, ligando ao texto constitucional.

Preparação e detalhes

Por que razão o povo português estava descontente em 1820?

Sugestão de Facilitação: Ao criar os Cartazes de Protesto, recorde os alunos que o objetivo é expressar as queixas do povo de 1820 de forma visual e persuasiva, como se fossem panfletos da época.

Setup: Grupos organizados em mesas com os materiais do caso

Materials: Dossiê do estudo de caso (3 a 5 páginas), Ficha de análise estruturada, Modelo para a apresentação final

AnalisarAvaliarCriarTomada de DecisãoAutogestão

Ensinar Este Tópico

Para abordar a Revolução de 1820, é fundamental ir além da memorização de datas e factos. Utilize metodologias ativas como o debate e a simulação para que os alunos vivenciem as perspetivas dos diferentes intervenientes históricos. Evite apresentar a história como um evento linear e inevitável, focando antes nas complexidades, nos conflitos de interesses e nas escolhas feitas pelos atores históricos.

O Que Esperar

Os alunos demonstrarão uma compreensão clara das tensões sociais e políticas que levaram à revolução, articulando as motivações dos diferentes grupos sociais. Espera-se que consigam explicar o papel e o impacto da primeira Constituição portuguesa.

Estas atividades são um ponto de partida. A missão completa é a experiência.

  • Guião completo de facilitação com falas do professor
  • Materiais imprimíveis para o aluno, prontos para a aula
  • Estratégias de diferenciação para cada tipo de aluno
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Atenção a estes erros comuns

Erro comumDurante a Simulação: Assembleia Constituinte, esteja atento se os alunos simplificam os papéis, assumindo que a revolução foi apenas uma ação popular desorganizada.

O que ensinar em alternativa

Redirecione a discussão, pedindo a cada grupo para apresentar as motivações específicas dos militares e da burguesia, comparando-as com as queixas do povo, conforme as suas representações na simulação.

Erro comumNa atividade Cartazes de Protesto, observe se os alunos criam cartazes que sugerem que a Constituição de 1822 deu imediatamente plenos poderes a todos os cidadãos.

O que ensinar em alternativa

Após a criação dos cartazes, promova uma discussão onde os alunos comparam as queixas expressas nos seus cartazes com as limitações do direito de voto estabelecidas pela Constituição de 1822, clarificando as restrições.

Erro comumDurante o Debate: Absolutismo vs Liberalismo, verifique se os alunos argumentam que a Constituição portuguesa foi uma cópia exata da espanhola, sem considerar as adaptações locais.

O que ensinar em alternativa

Peça aos alunos para, após o debate, realizarem uma breve análise comparativa de excertos da Constituição de 1822 e da Constituição espanhola de 1812, focando nas diferenças que refletem o contexto português.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Após a Linha do Tempo Colaborativa, peça aos alunos para responderem a duas perguntas num pequeno papel: 1. Menciona duas razões pelas quais o povo português estava descontente em 1820. 2. Explica com as tuas palavras para que serve uma Constituição.

Questão para Discussão

Após a Simulação: Assembleia Constituinte, coloque a seguinte questão no quadro: 'Se estivéssemos em 1820, que direito ou liberdade gostarias que a nova Constituição garantisse para ti e para a tua família?'. Peça aos alunos para partilharem as suas ideias e justificarem as suas escolhas.

Verificação Rápida

Após o Debate: Absolutismo vs Liberalismo, apresente aos alunos uma lista de características de governo (ex: 'O rei decide tudo', 'Há eleições para escolher os governantes', 'Os cidadãos têm direitos protegidos por lei'). Peça-lhes para classificarem cada uma como pertencente a um regime absolutista ou a um regime liberal/constitucional.

Extensões e Apoio

  • Desafio: Peça aos alunos para investigarem o impacto da Constituição de 1822 no quotidiano de diferentes classes sociais portuguesas.
  • Scaffolding: Forneça aos alunos um glossário de termos-chave (ex: absolutismo, liberalismo, soberania, censura) antes de iniciarem as atividades.
  • Exploração mais aprofundada: Promova uma pequena pesquisa sobre outras revoluções liberais europeias do século XIX e as suas semelhanças e diferenças com a Revolução de 1820 em Portugal.

Vocabulário-Chave

AbsolutismoForma de governo em que o rei detém todo o poder, sem estar sujeito a leis ou a qualquer tipo de controlo.
LiberalismoIdeologia política que defende a liberdade individual, a igualdade perante a lei e a separação de poderes, limitando o poder do Estado.
ConstituiçãoLei fundamental de um país que estabelece a organização do Estado, os direitos e deveres dos cidadãos e os limites do poder político.
Soberania NacionalPrincípio segundo o qual o poder reside no povo, que o exerce através dos seus representantes eleitos.

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