Portugal · Aprendizagens Essenciais
10° Ano Português 10: Identidades, Memória e Expressão Literária
Este curso explora a evolução da língua e literatura portuguesas desde as origens medievais até ao século XVII. Foca-se no desenvolvimento da competência crítica, na análise de textos canónicos e no aperfeiçoamento da expressão escrita e oral.

01A Poesia dos Trovadores e a Identidade Medieval
Estudo das cantigas de amigo, de amor e de escárnio e maldizer no contexto da corte medieval.
Os alunos exploram o ambiente cultural e social das cortes medievais ibéricas que propiciaram o surgimento da poesia trovadoresca.
Análise da representação do sentimento amoroso e da natureza através da voz feminina criada por trovadores masculinos.
Exploração das convenções do amor cortês nas cantigas de amor, identificando o papel do trovador e da 'senhor'.
Estudo da crítica social e moral nas cantigas de escárnio e maldizer, analisando os alvos e os recursos retóricos.
Identificação e análise dos principais recursos estilísticos (paralelismo, refrão) e temáticos (natureza, amor, crítica) presentes nas cantigas.
Estudo das características do galego-português como língua da poesia trovadoresca e sua evolução para o português.
Os alunos exploram as mudanças sociais, culturais e intelectuais que marcaram o fim da Idade Média e o início do Renascimento em Portugal.

02A Crónica de D. João I de Fernão Lopes
Análise da historiografia como narrativa literária e a afirmação da consciência nacional.
Estudo da figura de Fernão Lopes como guarda-mor da Torre do Tombo e da sua inovação na escrita da história.
Análise dos eventos que levaram à crise dinástica e à ascensão de D. João I, focando nos principais intervenientes.
Estudo da importância do povo na defesa da independência nacional durante a crise de 1383-1385.
Análise dos recursos expressivos e da estrutura narrativa das passagens selecionadas.
Análise da forma como Fernão Lopes constrói a figura do Mestre de Avis, futuro D. João I, como líder e herói nacional.
Estudo das descrições do cerco de Lisboa, focando no realismo das cenas e na expressão das emoções humanas.
Reflexão sobre como a Crónica de D. João I contribui para a construção de uma identidade e consciência nacional portuguesa.

03O Teatro de Gil Vicente: O Auto da Barca do Inferno
Exploração da sátira social e moral no teatro renascentista português.
Estudo da vida e obra de Gil Vicente, enquadrando-o no panorama do teatro europeu e português do século XVI.
Análise da estrutura alegórica do Auto, identificando a sua função moral e satírica.
Análise das personagens como representantes de grupos sociais e vícios humanos.
Estudo dos processos do cómico e da atualidade das críticas vicentinas.
Estudo aprofundado das personagens do Fidalgo e do Onzeneiro, identificando os seus pecados e o seu destino.
Estudo aprofundado das personagens do Frade e da Alcoviteira, identificando os seus pecados e o seu destino.
Estudo aprofundado das personagens do Judeu e do Corregedor, identificando os seus pecados e o seu destino.
Análise da linguagem utilizada por Gil Vicente, com foco nos arcaísmos, provérbios e na expressividade do diálogo.

04Luís de Camões: A Lírica e o Desconcerto do Mundo
Análise da poesia petrarquista e da reflexão existencial camoniana.
Estudo do contexto do Renascimento português e da sua influência na poesia lírica, com foco na introdução de novas formas e temas.
Estudo do soneto camoniano, a influência de Petrarca e a idealização amorosa.
Reflexão sobre a instabilidade da vida e a injustiça do destino na poesia de Camões.
Análise da representação da natureza como cenário do amor, espelho dos sentimentos e símbolo da passagem do tempo.
Identificação e análise dos principais recursos estilísticos (metáfora, antítese, paradoxo, hipérbole) na poesia camoniana.
Estudo da temática da efemeridade da vida, da passagem do tempo (fugit irreparabile tempus) e da inevitabilidade da morte na lírica camoniana.
Comparação entre as formas poéticas da medida nova (soneto, oitava) e da medida velha (redondilha), e a sua utilização por Camões.

05A Epopeia d'Os Lusíadas
Estudo da grande epopeia portuguesa, focando a viagem, o herói e a mitologia.
Estudo das características da epopeia clássica (Homero, Virgílio) e da sua reinterpretação no Renascimento, com foco em Os Lusíadas.
Análise das quatro partes da epopeia e da definição do herói lusitano.
Análise do episódio da Partida do Restelo, focando nos presságios, nos sentimentos dos portugueses e na figura do Velho do Restelo.
Análise do episódio do Adamastor como símbolo dos perigos e da superação humana.
Estudo da intervenção dos deuses clássicos (Vénus, Baco, Júpiter) no destino dos portugueses e na sua simbologia.
Análise do episódio de Inês de Castro como exemplo da dimensão lírica e trágica da história de Portugal na epopeia.
Estudo do Consílio dos Deuses, onde se decide o destino da armada portuguesa, e a sua importância para a narrativa.
Análise do episódio da Ilha dos Amores como recompensa dos heróis e como espaço de reflexão sobre o amor e a glória.
Estudo dos recursos estilísticos (hipérbole, perífrase, apóstrofe) e da linguagem grandiosa e erudita da epopeia.
Análise das estâncias finais d'Os Lusíadas, onde Camões expressa o seu desengano e a sua crítica à pátria.

06A Retórica e a Persuasão no Padre António Vieira
Estudo do Sermão de Santo António aos Peixes e a arte da argumentação barroca.
Estudo do contexto do Barroco em Portugal, com foco na oratória sacra e na figura do Padre António Vieira.
Análise da estrutura argumentativa e do uso da alegoria para criticar os homens.
Estudo dos recursos retóricos barrocos e da eficácia do discurso de Vieira.
Análise dos louvores que Vieira dirige aos peixes, identificando as virtudes que estes representam e os exemplos bíblicos associados.
Estudo das repreensões que Vieira dirige aos peixes, identificando os vícios humanos que estes simbolizam e as críticas sociais implícitas.
Análise dos recursos estilísticos barrocos, como a antítese, o paradoxo e a hipérbole, na construção do discurso de Vieira.
Reflexão sobre a atualidade das críticas e da mensagem moral do Sermão de Santo António aos Peixes para a sociedade contemporânea.